História geral de Sergipe
A História de Sergipe
A História de Sergipe
é um domínio de estudos de história que, canonicamente, se estende desde a
chegada dos portugueses até os dias atuais. Muito embora, mesmo antes do
descobrimento do Brasil, o atual território do estado era povoado pelos índios tupinambás.
A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889.
Os primeiros indícios da ocupação humana do território que hoje
corresponde ao estado de Sergipe são datados de 9.000 a.C. Esses primeiros
povos não conheciam a escrita, sendo estudados, portanto, pela chamada
pré-história sergipana, período que antecede a chegada dos europeus. Por não
haver registros escritos, o estudo é feito por achados arqueológicos que podem
ser pinturas rupestres, ossos, restos de cerâmica e outros artefatos. E foi
através da análise destes que o período foi denotado pela existência de três
culturas ou tradições: Canindé, aratu e tupi-guarani.
Sergipe colonial
Situado entre os rios
São Francisco e Real, o litoral sergipano foi visitado em expedição em 1501 por
Gaspar de Lemos. Em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias e o
território de Sergipe fazia parte da capitania da Baía de Todos os Santos. Na
segunda metade do século XVI teve início a colonização do estado com a chegada
de navios franceses onde os seus tripulantes trocavam objetos diversos por
produtos da terra (pau-brasil, algodão, pimenta-da-terra).
Entre
o final do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, a atuação dos
missionários e de algumas expedições militares afasta os franceses e vence a
resistência indígena. Ocorre grande miscigenação entre portugueses e
índios.
Garcia
d’Ávila, proprietário de terras na região, iniciou a conquista do território.
Contava com a ajuda dos jesuítas para catequizar os nativos. A conquista deste
território e sua colonização facilitariam as comunicações entre Bahia e
Pernambuco e impediriam também as invasões francesas.
Surgem os primeiros povoados, como o arraial de São Cristóvão.
Originário do povoado de São Cristóvão, a capitania de Sergipe D’El-Rey foi
colonizada em 1590 após a destruição de indígenas hostis e Sergipe começa a
explorar o açúcar. A existência de áreas inadequadas à plantação de açúcar no
litoral favorece o surgimento das primeiras criações de gado. Sergipe torna-se,
então, um fornecedor de animais de tração para as fazendas da Bahia e de
Pernambuco. Houve também uma significativa produção de couro.
Quando das invasões holandesas,
na primeira metade do século XVII a economia ficou prejudicada, vindo a se
recuperar em 1645 quando os portugueses retomaram a região. O território, que
na época fazia parte da Bahia, foi responsável em 1723 por um terço da produção
de açúcar da Bahia.
Independência de Sergipe
Uma primeira tentativa
em 1820 de conceder autonomia ao território fracassou. Somente em 1823, depois
da independência, Sergipe recupera sua autonomia, se desmembrando da província
da Bahia. Mas o progresso da província é pequeno durante o Império, com exceção
de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX.
Mudança da capital
Igreja do Santo
Antônio, marco do nascimento de Aracaju.
Em
17 de março de 1855, o presidente da província de Sergipe, Inácio Barbosa,
efetivou a mudança da capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio
do Aracaju, elevando-o à categoria de cidade.
República
Com a Proclamação da
República, passou a ser Estado da Federação tendo sua primeira Constituição
promulgada em 1892.O quadro permanece assim em todo o primeiro período
republicano, com setores das camadas médias urbanas sendo as únicas forças a
enfrentar a oligarquia local, como nas revoltas tenentistas em 1924. Um padre
sergipano na comitiva de D. Pedro II. Na comitiva do Imperador, em todas as
visitas provinciais de 1859/1860, o Capelão era o padre Antonio José de Melo,
sergipano, ordenado no Seminário da Bahia.
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