5 de junho de 2012


Novas Tecnologias e Novos Desafios

Hoje em dia existem adolescentes que acham que a adolescência, é a penas ter vários “aparelhos tecnológicos”. Deve ser a penas pelo fato de viverem na Era Tecnológica, ou pelo fato de ter amigos que vivem nela, e acham que não ficarão “desatualizados” quando começarem a debater sobre alguns assuntos. O problema, é que acabam não percebendo quando existem pessoas de más intenções, ela (a pessoa, agora se tratando de todos) na inocência expõe seus dados pessoais como:
Número de celular, Endereço, Local de estudo (ou, trabalho), fotos que te localizem em algum lugar perto de casa, ou em sua casa (obs.: com comentários como: “Eu moro aqui..., Eu moro aqui perto...”). Já ocorreram muitos casos de “problemas” com pessoas que se denominavam “gente de bem ” e ao ser conhecida, não era o que era na internet.
Agora saindo do assunto de “problemas” com o mau uso da internet para “detonar” a vida de alguém, vou expor agora o mau uso de forma quase não intencional, como praticamente viver em jogos, websites, entre muitas outras coisas “que um ser humano sem ter o que fazer vai ficar fazendo durante muitas horas”. Isso pode ser considerado uma doença, pois uma pessoa que fica de 15 a 24 horas na frente de um computador ou de qualquer coisa que possa prejudica-la de forma não convencional, não pode ser considerada um pessoa muito sã, porque sua vida praticamente será perdida, e em seu lugar ficaram nos jogos, websites, entre outras coisas que a pessoa acesse.
Também existem pessoas que são viciadas em novas tecnologias, praticamente se rolam e se enrolam para conseguir a inovação tecnológica. É fácil para essas pessoas venderem órgãos ou fazer coisas absurdas e nada racionais. Pois querem porque querem o aparelho. E essa pessoa também não pode ser considerada sã.

Texto Produzido Por: Robson Fernando Bomfim Santos

8 de abril de 2012

Criador do Blog: Robson
Grupo do Blog: Renata, Lanna, Leidiana, Marquise, Allan e Robson
Renata: Vinda do Imperador
Marquise: Sergipe na 2ª guerra mundial
Lanna: Símbolos oficiais de Sergipe
Robson: Historia geral de Sergipe
Leidiana: O fim do Cangaço
Adicionais de Allan: 

O Cangaço foi um fenômeno ocorrido no nordeste brasileiro de meados do século XIX ao início do século XX. O cangaço tem suas origens em questões sociais e fundiárias do Nordeste brasileiro, caracterizando-se por ações violentas de grupos ou indivíduos isolados: assaltavam fazendas, seqüestravam coronéis (grandes fazendeiros) e saqueavam comboios e armazéns. Não tinham moradia fixa: viviam perambulando pelo sertão, praticando tais crimes, fugindo e se escondendo.

O Cangaço pode ser dividido em três subgrupos: os que prestavam serviços esporádicos para os latifundiários; os "políticos", expressão de poder dos grandes fazendeiros; e os cangaceiros independentes, com características de banditismo.

Os cangaceiros conheciam a caatinga e o território nordestino muito bem, e por isso, era tão difícil serem capturados pelas autoridades. Estavam sempre preparados para enfrentar todo o tipo de situação. Conheciam as plantas medicinais, as fontes de água, locais com alimento, rotas de fuga e lugares de difícil acesso.

O primeiro bando de cangaceiros que se tem conhecimento foi o de Jesuíno Alves de Melo Calado, "Jesuíno Brilhante", que agiu por volta de 1870. E o último foi de "Corisco" (Cristino Gomes da Silva Cleto), que foi assassinado em 25 de maio de 1940.

O cangaceiro mais famoso foi Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", denominado o "Senhor do Sertão" e também "O Rei do Cangaço". Atuou durante as décadas de 20 e 30 em praticamente todos os estados do Nordeste brasileiro.

Por parte das autoridades Lampião simbolizava a brutalidade, o mal, uma doença que precisava ser cortada. Para uma parte da população do sertão ele encarnou valores como a bravura, o heroísmo e o senso da honra.

O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do Presidente da República, Getúlio Vargas, de eliminar todos e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.

No dia 28 de julho de 1938 na localidade de Angicos, no estado de Sergipe, Lampião finalmente foi apanhado em uma emboscada das autoridades, que excerceram corretamente a justiça, onde foi morto junto com sua mulher, Maria Bonita e mais nove cangaceiros.Esta data veio a marcar o final do cangaço pois a partir da repercussão da morte de Lampião os chefes dos outros bandos existentes no nordeste brasileiro vieram a se entregar às autoridades policiais para não serem mortos.

4 de abril de 2012


Sergipe na 2ª Guerra Mundial é tema de exposição

O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe irá promover a Exposição “Sergipe na Segunda Guerra Mundial”. O lançamento da exposição acontece hoje, 17, às 17h no Memorial do Poder Judiciário e contará com a presença de ex-combatentes e convidados. A exposição tem entrada franca e estará aberta ao público a partir do dia 18 de agosto até o dia 02 de outubro, de segunda a sexta, das 8h às 14h; para visitas após este horário é possível fazer agendamento prévio.
 O objetivo da mostra é rememorar o momento histórico e trágico que aconteceu no dia 17 de agosto de 1942, dia do ataque que afundou três navios brasileiros no litoral sergipano, causando a morte de aproximadamente 650 pessoas, inclusive de mulheres e crianças, fato decisivo para a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
 A diretora do Memorial do Poder Judiciário, Renata Mascarenhas, destaca a importância do evento para a população sergipana. “O tema ‘Sergipe na Segunda Guerra Mundial’, foi escolhido para relembrar à sociedade o evento acontecido no Estado de Sergipe, que eclodiu com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial. Com isso, o Tribunal de Justiça, presta uma homenagem aos ex-combatentes sergipanos que atuaram direta ou indiretamente na guerra, além de trazer informações históricas, a maioria delas desconhecidas do público sergipano”, explica.
 Serão expostas fotografias inéditas, documentos e publicações antigas cedidos pelo Poder Judiciário, painéis contando a trajetória de Sergipe durante o embate, objetos dos navios naufragados, utensílios pessoais utilizados pelos ex-combatentes quando estavam na Europa, doados pelos familiares dos praças, além da exibição de um documentário produzido pelo Judiciário.
 Paralelamente à exposição, acontecerá entre os dias 24 e 28 de agosto o II Ciclo de Palestras do Memorial do Poder Judiciário, no qual os participantes receberão certificado de participação de 20h. As inscrições já estão abertas.

Bandeira de Sergipe




A nossa bandeira não foi criada para ser um símbolo do Estado. Foi idealizada pelo negociante e industrial sergipano José Rodrigues Bastos Coelho, proprietário 
de uma frota de saveiros que transportava sal e outros produtos sergipanos, para a Bahia e Pernambuco.
A bandeira passou a ser conhecida, nos portos frequentados pelos navios de Bastos Coelho, como a "Bandeira Sergipana". Era representada por quatro listras alternadas em verde e amarelo, homenageando as cores nacionais e republicanas, e por um retângulo azul cobalto no canto superior esquerdo, que inicialmente contava com quatro estrelas, as quais representavam quatro barras do Estado, talvez as mais transitadas pelos seus navios.
Posteriormente, foi acrescentando mais uma estrela maior no centro das outras para representar o número exato das barras sergipanas (São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vasa-Barris e Real). Assim, passou a ser adotada como oficial do Estado de Sergipe pelo Presidente Pereira Lobo através da Lei No 795, de 19 de outubro de 1920, oriunda do Projeto de autoria dos deputados Gentil Tavares e Edson de Lacerda. No dia 24 de outubro de 1920 a bandeira oficial de Sergipe foi hasteada pela primeira vez, na fachada do Palácio do Governo, ficando ao lado da bandeira nacional.
Em 1951, a bandeira oficial do Estado foi alterada. As cores e características foram mantidas, exceto o retângulo azul, que a partir daí continha quarenta e duas estrelas, representando o número dos municípios sergipanos na época.
No ano seguinte foi restabelecida a bandeira oficial instituída pela Lei No 795, de 19 de outubro de 1920.




Brasão de estado de Sergipe
 O selo (brasão), oficializado através da Lei No 02, de 05 de junho de 1892, é usado em documentos e papéis impressos pelo Governo do Estado de Sergipe.
O Professor Brício Cardoso foi autor do projeto de criação do selo do Estado. Ele considerou o índio – sendo Serigy ou Sergipe – abraçando a civilização, simbolizada pelo aerostato, invenção do brasileiro Bartolomeu de Gusmão.


3 de abril de 2012


O fim do Cangaço foi em Sergipe




O massacre de Lampião e de seu bando
Rota do Cangaço em Sergipe:
O local que foi palco do assassinato de Lampião e seu bando fica na cidade de Canindé de São Francisco, em Sergipe. Lá existe a rota do cangaço, onde o turista é levado por guias especializados e anda pela caatinga, em meio a árvores secas, calangos e cactos, após aproximadamente meia hora de caminhada chega-se ao ponto principal: a Grota de Angicos, onde encontram-se duas cruzes e uma placa, o local foi a última parada do bando, onde aconteceu o massacre de Lampião, Maria Bonita e os nove cangaceiros que os acompanhavam.

A vinda de Dom Pedro à Sergipe

História resumida
D. Pedro II foi um dos maiores viajantes do seu tempo. Sempre acompanhado de altas autoridades, algumas vezes ao lado da mulher, o Imperador percorreu o Brasil e ainda teve tempo de correr mundo, fazer amizades e firmar, internacionalmente, uma imagem de governante ilustrado. Mais de século e meio depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encanta estrangeiros de vários países, como um produto vitorioso de um País mestiço, descoberto e colonizado pelos portugueses e outros europeus, africanos, árabes e judeus, e que tinha uma população indígena numerosa, nem vínculo de parentesco com os povos do mundo.

A vinda
De 1859 à 1860, o Imperador Pedro II fez uma excursão demorada, de meses,  navegando pelo rio São Francisco, até a Cachoeira de Paulo Afonso, visitando as Províncias da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Espírito Santo, tomando uma aula presencial sobre o funcionamento do Império brasileiro, que seu pai, Dom Pedro I, no Brasil, Dom Pedro IV, em Portugal, legou, em continuidade aos esforços do avô Dom João VI. O Brasil republicano praticamente arquivou tudo aquilo que teve relação com o Império, como antes os dirigentes imperiais fizeram com Portugal. A invenção do Brasil requereu, assim, um grande esforço que parece agora ser recompensado, na expressão admirada em torno do Presidente Lula.

Na viagem pelo rio São Francisco, em outubro de 1859, munido de bons mapas e contando com auxílio de entendidos, o Imperador conheceu as cidades sergipanas e alagoanas que ocupavam as margens do velho Chico, as ilhas, as grutas, os morros, cumprindo um roteiro que impunha contatos, beija-mão, visitas a escolas, igrejas, entidades pias, e a outros equipamentos sociais. De tudo Dom Pedro II fez anotações, registros, e desenhos que estão contidos nos manuscritos depositados e sob a guarda do Museu Imperial de Petrópolis, parte dos quais publicados. Em tais documentos foram fixadas informações úteis, que ajudam a recuperar a memória ribeirinha, nem sempre preservada.

No dia 11 de janeiro de 1860, no fim da tarde, Pedro II, sua mulher (que não estava na comitiva pelo rio São Francisco) e diversos convidados inauguraram a Ponte do Desembarque, que tomaria o nome de Ponte do Imperador, e pisavam nas areias e aterros do Aracaju, que estava em construção como nova capital da Província de Sergipe, graças ao ato conseqüente e responsável do Presidente da Província Inácio Joaquim Barbosa, em 17 de março de 1855. Aracaju estava engatinhando, e era um canteiro de obras, engalanado para receber tão ilustres visitantes. Foi um delírio para a cidade, um testemunho da capacidade de trabalho dos governantes, uma idéia de como o Império mantinha suas relações de Poder com as Províncias, um exemplo a ficar na história.

Em janeiro de 1860 estavam prontas a Casa de Oração São Salvador (atual Igreja do Salvador), que funcionava como Matriz, o Palácio Provisório, que foi adaptado para ser Paço Imperial, as praças e ruas centrais, algumas repartições públicas, do Império e da Província, e por todos os lados outras obras anunciavam o que seria a capital de Sergipe: novo Palácio, casa da Assembléia, correios, hospital, asilo, alfândega, força pública, e muito mais que requer uma cidade, com sua responsabilidade de ser porto mercantil, por onde circulasse a riqueza. O volume de obras descritas na memória sobre a visita do Imperador impressiona pela grandeza, pela capacidade técnica, pela firmeza da gestão provincial, pela disposição, incessante, dos administradores em cumprirem com o projeto da construção de Aracaju. Foram muitos dias de festas, atos públicos, e de visitas ao interior. Pedro II esteve na Barra dos Coqueiros, em Laranjeiras, em Maroim, no Canal do Pomonga, em São Cristóvão, e no Engenho Escurial, utilizando em suas visitas os mais diversos tipos de transporte possível, principalmente barco e cavalo.

Boas vindas para o Imperador
Na comitiva do Imperador, em todas as visitas provinciais de 1859/1860, o Capelão era o padre Antonio José de Melo, sergipano, ordenado no Seminário da Bahia, cônego da Catedral do Rio de Janeiro, ecônomo da Mitra, (por morte do Conde de Irajá, Manoel do Monte Rodrigues de Araújo). Depois da visita, o cônego Antonio José de Melo foi designado Vigário geral Interino, designado diretamente pelo Imperador Pedro II para ser o Capelão das suas viagens, que, ao final, lhe rendeu a Comanda da Rosa e a nomeação, em 1864, para Monsenhor. Antonio José de Melo morreu no Rio de Janeiro em 1885.

 Ao final da visita o Presidente da Província, Manoel da Cunha Galvão (1822-1872) mandou publicar o livro Viagem Imperial à Província de Sergipe ou Narração dos preparativos, festejos e Felicitações que tiveram lugar por ocasião da visita que fizeram à mesma Província Suas Majestades Imperiais em janeiro de 1860 (Bahia: Tipografia do Diário, 1860), de autoria de Luiz Álvares dos Santos, jornalista. e professor especialmente contratado para dirigir a Tipografia Provincial de Sergipe e para anotar a viagem.

2 de abril de 2012


História geral de Sergipe


A História de Sergipe
A História de Sergipe é um domínio de estudos de história que, canonicamente, se estende desde a chegada dos portugueses até os dias atuais. Muito embora, mesmo antes do descobrimento do Brasil, o atual território do estado era povoado pelos índios tupinambás.
A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.
Os primeiros indícios da ocupação humana do território que hoje corresponde ao estado de Sergipe são datados de 9.000 a.C. Esses primeiros povos não conheciam a escrita, sendo estudados, portanto, pela chamada pré-história sergipana, período que antecede a chegada dos europeus. Por não haver registros escritos, o estudo é feito por achados arqueológicos que podem ser pinturas rupestres, ossos, restos de cerâmica e outros artefatos. E foi através da análise destes que o período foi denotado pela existência de três culturas ou tradições: Canindé, aratu e tupi-guarani.

Sergipe colonial
Situado entre os rios São Francisco e Real, o litoral sergipano foi visitado em expedição em 1501 por Gaspar de Lemos. Em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias e o território de Sergipe fazia parte da capitania da Baía de Todos os Santos. Na segunda metade do século XVI teve início a colonização do estado com a chegada de navios franceses onde os seus tripulantes trocavam objetos diversos por produtos da terra (pau-brasil, algodão, pimenta-da-terra).
Entre o final do século XVI e as primeiras décadas do século XVII, a atuação dos missionários e de algumas expedições militares afasta os franceses e vence a resistência indígena. Ocorre grande miscigenação entre portugueses e índios.
Garcia d’Ávila, proprietário de terras na região, iniciou a conquista do território. Contava com a ajuda dos jesuítas para catequizar os nativos. A conquista deste território e sua colonização facilitariam as comunicações entre Bahia e Pernambuco e impediriam também as invasões francesas.                                                                                                            Surgem os primeiros povoados, como o arraial de São Cristóvão. Originário do povoado de São Cristóvão, a capitania de Sergipe D’El-Rey foi colonizada em 1590 após a destruição de indígenas hostis e Sergipe começa a explorar o açúcar. A existência de áreas inadequadas à plantação de açúcar no litoral favorece o surgimento das primeiras criações de gado. Sergipe torna-se, então, um fornecedor de animais de tração para as fazendas da Bahia e de Pernambuco. Houve também uma significativa produção de couro.
Quando das invasões holandesas, na primeira metade do século XVII a economia ficou prejudicada, vindo a se recuperar em 1645 quando os portugueses retomaram a região. O território, que na época fazia parte da Bahia, foi responsável em 1723 por um terço da produção de açúcar da Bahia.

Independência de Sergipe
Uma primeira tentativa em 1820 de conceder autonomia ao território fracassou. Somente em 1823, depois da independência, Sergipe recupera sua autonomia, se desmembrando da província da Bahia. Mas o progresso da província é pequeno durante o Império, com exceção de um breve surto algodoeiro na segunda metade do século XIX.

Mudança da capital
Igreja do Santo Antônio, marco do nascimento de Aracaju.
Em 17 de março de 1855, o presidente da província de Sergipe, Inácio Barbosa, efetivou a mudança da capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio do Aracaju, elevando-o à categoria de cidade.

República
Com a Proclamação da República, passou a ser Estado da Federação tendo sua primeira Constituição promulgada em 1892.O quadro permanece assim em todo o primeiro período republicano, com setores das camadas médias urbanas sendo as únicas forças a enfrentar a oligarquia local, como nas revoltas tenentistas em 1924. Um padre sergipano na comitiva de D. Pedro II. Na comitiva do Imperador, em todas as visitas provinciais de 1859/1860, o Capelão era o padre Antonio José de Melo, sergipano, ordenado no Seminário da Bahia.